terça-feira, 29 de janeiro de 2013

PONTAL - A FESTA DE INAUGURAÇÃO DO AEROPORTO

À tarde do dia 28 de junho de 1939 (dia da cidade) um dia de quarta-feira, todas as atenções se voltavam para o Pontal, onde seria inaugurado o aeroporto ali construído pela Aeronáutica Civil com a colaboração da Prefeitura.

Mais de duas mil pessoas atravessaram em lanchas e canoas para o pontal a fim de assistir a chegada do avião que era esperado para a inauguração do Campo de Aviação.
Com um atraso de uma hora, desce na pista de aterrissagem, um aparelho da aviação civil, sendo os tripulantes recebidos pelas autoridades e grande massa popular veio nesse aparelho os engenheiros Roberto Pimentel, diretor de rotas e circuitos do DAC (Departamento de Aeronáutica Civil) e Ezequiel Dias, técnico do mesmo DAC. Pilotava o avião, o Sr. Paulo Sampaio, filho do Sr. Carlos Sampaio, ex Prefeito do Distrito Federal, na época o Rio de Janeiro.

Também presentes nessa solenidade, as seguintes autoridades: Dr. LAFAYETTE PONDÉ (Secretário do Interior), representando o interventor da Bahia LANDULFO ALVES, Dr. EPAMINONDAS BERBERT DE CASTRO (Ilheense) Procurador Geral do Estado, Dr. NEVES DA ROCHA – Prefeito da Cidade de Salvador e várias outras autoridades locais e do interior.
Após a Solenidade inaugural do novo Aeroporto, as autoridades acompanhadas do Prefeito de Ilhéus, Dr. Mário Pessoa, regressaram em Lancha Especial para Ilhéus.

Autoridades presentes na inauguração do Aeroporto de Ilhéus no bairro do Pontal (28-06-1939) Obs.: Esta foto foi restaurada de outra foto (clichê) que saiu na edição do jornal DIÁRIO DA TARDE em 30-06-1939.

FONTE:Desconhecida

domingo, 27 de janeiro de 2013

ILHÉUS – CURIOSIDADES – TOLERÂNCIA ZERO


José Rezende Mendonça


Foto do Vesúvio - 1940 - Fotógrafo desconhecido

Hoje em dia é muito comentada a chamada "tolerância zero", ligada, em especial, à cidade de Nova York, quando seu então prefeito Rudolph Giuliani decidiu que a melhor maneira de evitar infrações maiores é punir, com rigor, a partir das pequenas.

Embora coisas aparentemente novas, algumas cidades brasileiras, de pequeno porte, poderiam servir de exemplo, em casos presentes e mesmo de um passado distante.

O autor destas linhas abaixo viveu dos quatro aos trinta e um anos (1928-1955), em Ilhéus, num tempo em que a região sul baiana tinha dimensão nacional, ainda era afamada pela riqueza do cacau, e, como se sabe, o grande Jorge Amado, registraria, com a maior competência, a partir dos anos 30 do século passado, a história, romanceada, dos "frutos de ouro".

Àquele tempo a população da cidade girou entre 10 mil e 20 mil habitantes, mas Ilhéus, de há muito, tinha três vice-consulados (Suécia, Noruega e Inglaterra) e já contava com agência do Banco do Brasil, quando mesmo algumas capitais não a possuíam.
“Citando”, assim, sem preocupação histórica, conheci, há meu tempo, intendentes e prefeitos de Ilhéus como Eusínio Lavigne (que veio com a revolução de 30, ficou sete anos e é, até hoje, considerado como o administrador de maior visão que Ilhéus já teve) Mário Pessoa (duas ou três vezes prefeito), Raymundo do Amaral Pacheco, Eunápio Peltier de Queiroz, todos eles com cursos superiores e integrantes da elite da terra. Ligava-os, como regra geral, a preocupação de todos com o aspecto da cidade e eram, podemos dizer partidários da "tolerância zero".

“No Centro da cidade, se alguém, certamente uma pessoa de fora, deixava cair algum lixo (ponta de cigarro, um papel amassado) nas ruas Dom Pedro II, Marquês de Paranaguá e outras, estava sujeito a ser interpelado, educadamente, pelo guarda para recolher "o lixo". Não raro, cidadãos comuns, da terra, davam esse pito no "infrator".

“Tais ruas estavam, sempre, limpas. Bicicletas só circulavam com a competente placa requerida na prefeitura. Lavar a casa e escorrer a água para a rua sujeitava o infrator a multa e contam que uma vez o próprio prefeito Mario Pessoa teria sido multado por um guarda, por tal motivo, ocorrido em sua residência”.

“Vasos de plantas nas janelas? Multa certa. Os jardins eram sempre muito bem cuidados, as árvores podadas, artisticamente. Há pouco tempo, comentando tais coisas, um oftalmologista de Ipanema, Dr. Max, disse que em sua cidade, no Paraná, ao seu tempo, era assim. Parece que era Apucarana. Lá para as bandas do Sul ainda há o costume de a cada fim de viagem de ônibus o carro ser varrido”.

“Uma curiosidade: se Jorge Amado fosse escrever, hoje, sobre o cacau, teria de deixar de lado a referência que tanto gostava de fazer de "árvore dos frutos de ouro", para falar do cacaueiro. É que o melhor cacau de hoje, das recentes plantações resistentes à praga, tem a casca marrom e, por sinal, é muito feio, quando o "fruto de ouro", justificando a designação, tem belo visual”.

“Uma segunda curiosidade: ao que se sabem, Ilhéus é uma das duas cidades, em todo o mundo (a outra é na Europa Oriental) a ter, em jardim público, uma estátua da poetisa Safo”. Dizem “que um prefeito, nas primeiras décadas do século passado, adquiriu-a, aleatoriamente, num leilão realizado no Rio”.
Amaury Fonseca de Almeida
Jornalista

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

CARNAVAL NO PONTAL - PARTE-3

Já no início dos anos 60, o Clube Social do Pontal surge como opção dos bailes a fantasias, com seu “grito de carnaval”, no sábado que perdurava até a terça-feira gorda de carnaval (termos da época). Nesta foto vemos um baile no início dos anos 60 
(Clube Social do Pontal. 1965 – Acervo: Marilson)

Tínhamos também nosso folclore como: O Bumba-meu-boi, O Boi-Estrela, comandado por Beleléu, e outro pelo senhor Hermes, a Bandinha de Reis com suas flautas (conhecida como “Os Zabumbas”). Estes eventos ocorriam no dia 6 de janeiro - Dia de Reis, e o Terno das Flores, que desfilava no mês de setembro, juntamente com a Rainha da Primavera. Todo esse folclore se acabou por falta de apoio e ainda dizem que Ilhéus é uma cidade turística, imaginem se não fosse.

domingo, 20 de janeiro de 2013

CARNAVAL DO PONTAL- PARTE -2

Aqui também desfilavam os homens da cabeça grande (tipo dos bonecos de Recife), os Mandus, que era uma pessoa com uma peneira gigante na cabeça, coberta com um lençol branco que descia até a cintura dando um feche final com um pau atravessado, como se fosse as mãos do fantasiado. Era o terror da criançada.
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sábado, 19 de janeiro de 2013

Recadastramento dos servidores com iniciais de F a J começa próxima semana

Os servidores públicos municipais com nomes iniciados pelas letras de ‘F’ a ‘J’ deverão comparecer ao térreo do Anexo Único da Prefeitura de Ilhéus, localizado na Rua Santos Dumont, centro da cidade, no período de 21 a 25 deste mês, para realizarem seus recadastramentos. O trabalho, que acontece desde o último dia 14, de segunda a sexta-feira, sempre das 8h30min às 18 horas, visa atualizar os dados cadastrais e identificar a unidade administrativa em que o servidor se encontra efetivamente trabalhando.

Devem participar do recadastramento todos os servidores ativos e inativos, temporários e terceirizados, além dos licenciados com ou sem remuneração da administração direta e indireta, bem como os que se encontram à disposição de outros órgãos. Segundo a Portaria 001, aqueles que não se recadastrarem terão os vencimentos suspensos e só receberão 30 dias após se apresentarem à prefeitura. As duas últimas semanas do recadastramento serão disponibilizadas para os servidores com nomes iniciados pelas letras de ‘L’ a ’M’ (28/01 a 01/02) e de ‘N’ a ‘Z’ (04/02 a 08/02).

O recadastramento só será efetivado mediante apresentação de todos os originais e cópias dos documentos solicitados na portaria 001/2013: Registro Geral (carteira de identidade), CPF, comprovante de residência atualizado (últimos três meses), Carteira de Reservista, foto 3X4 recente, Carteira de Trabalho e Emprego, Título de Eleitor, certidão de nascimento dos filhos menores de 18 anos, certidão de casamento ou declaração de união estável, cartão do PIS/PASEP, diplomas, certificados e currículo vitae.

Impossibilidade - A Portaria 001 também estabelece que, em caso de doença grave e impossibilidade de locomoção, devidamente comprovadas, o servidor público municipal de Ilhéus poderá realizar o recadastramento por procuração, no prazo máximo de 30 dias, a partir da data estipulada para a inicial do seu nome. Outra opção para o servidor impossibilitado de efetivar o recadastramento no período determinado é agendar com o setor nova data.
 
Fonte: http://www.ilheus.ba.gov.br

Secretaria não cobra para entregar documentos de programa

A Secretaria de Desenvolvimento Social de Ilhéus informa aos beneficiários do programa Minha Casa Minha Vida que não há nenhuma cobrança, por parte daquela pasta, sob hipótese alguma, de qualquer valor para entrega de documentos, senhas e outros procedimentos em relação ao cadastro no projeto habitacional. Qualquer pessoa que afirme estar trabalhando em nome da secretaria e cobrando qualquer tipo de valor deve ser denunciada à polícia imediatamente.

O secretário Jamil Ocké lembrou que o dever do poder público municipal para com a comunidade ilheense é trabalhar com transparência em prol do desenvolvimento social dos seus beneficiários.
 
Secretaria de Comunicação Social (Secom).
 
Fonte: http://www.ilheus.ba.gov.br 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013


CARNAVAL DO PONTAL - PARTE - 1 - LIVRO: "PONTAL ONTEM & HOJE - MEMÓRIAS (2009) - JOSÉ REZENDE MENDONÇA

Os nossos carnavais da década de 50 e 60 eram independentes. Os Blocos, Cordões e Afoxés tinham por obrigação desfilarem aqui no domingo e na terça-feira, ficando só a segunda de carnaval para uma apresentação em Ilhéus (centro).
Dentre os Blocos e Cordões, “Os Bambas do Salgueiro” de Dona América, era o que mais chamava a atenção pela riqueza das fantasias e a organização, mas a criançada ficava mesmo na expectativa da vez do desfile pelas ruas do bairro do afoxé de Cabo Jonas, que popularmente chamávamos de “Os Pauzinhos”, em razão do bailado que era ritmado com pedaços de paus, uma verdadeira acrobacia. Por tradição no sábado a partir da meia-noite, o “Zé Pereira” percorria as ruas do Pontal, para anunciar que o carnaval estava começando, e a população abria suas portas para acompanhar o Bloco, pelo menos por uma quadra. Outros blocos que aqui desfilavam: “Quebra-Quebra Guabiraba”, “Maria Vai Com As Outras”, DIVA etc.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Matriculas no IME iniciam na próxima quinta-feira, 17

O IME oferece turmas do 6º ao 8º ano do ensino fundamental e do Ensino de Jovens e Adultos (EJA I e II)

A Prefeitura de Ilhéus, através da Secretaria Municipal de Educação, inicia na próxima quinta-feira, 17, a matrícula no Instituto Municipal Eusínio Lavigne (IME). O processo vai ocorrer em dois turnos - das 8 às 12 horas e das 19 às 21 horas, na sede da própria escola, até o próximo dia 25. O IME oferece turmas do 6º ao 8º ano do ensino fundamental e do Ensino de Jovens e Adultos (EJA I e II).
Para efetivar a matricula, é necessário estar com cópia e originais dos documentos pessoais do aluno, como certidão de nascimento ou Registro Geral (carteira de identidade), histórico escolar, duas fotos 3/4 comprovante de residência e Xerox do cadastro atualizado do Programa Bolsa Família (caso seja beneficiário). Também é preciso o RG do responsável legal pelo menor.
As matrículas na outras unidades de ensino do município começaram na última segunda-feira, 07, e se estenderão até o próximo dia 25, sempre das 8 às 14 horas, na sede da unidade.  Esse ano, o município oferta 12.299 vagas em 51 unidades de ensino, das quais 38 estão localizadas na sede e 13 nos distritos.
Jornada Pedagógica – A secretária de Educação, Marlucia Rocha, confirmou que já está programada a realização da jornada pedagógica nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro. Durante o evento, os profissionais da educação vão analisar os indicadores internos e externos da unidade escolar, para o desenvolvimento de planos de ação no ano letivo de 2013
Secretaria de Comunicação (Secom).
Fonte: http://www.ilheus.ba.gov.br

Ilhéus cancela Carnaval por falta de recursos

Coletiva com a imprensa


O prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, anunciou na tarde desta terça-feira, 15, em coletiva à imprensa, que não haverá festa de Carnaval no município em 2013, por absoluta falta de recursos públicos. “Seria uma irresponsabilidade de minha parte se eu autorizasse a realização da festa, diante do estado crítico em que encontrei as finanças da prefeitura”, atestou o prefeito.
A entrevista ocorreu no Salão Nobre do Palácio Paranaguá, com a presença do vice-prefeito, Carlos Machado (Cacá) e dos secretários de Turismo, Alcides Kruschewsky; Administração, Ricardo Machado e Relações Institucionais, Jailson Nascimento. Jabes comunicou que somou todos os esforços para a realização da folia momesca, mas nem com o apoio do governo do Estado seria viável sua realização, diante da dificuldade de oferecer serviços básicos para garantir o conforto dos foliões, como limpeza, iluminação, ordenamento dos ambulantes e saúde.
O prefeito disse, contudo, que está formando parcerias para a realização de um evento festivo durante o período da Semana Santa. “Estamos tentando junto à Secretaria de Turismo do Estado promover um evento forte na Páscoa, com motivos da Semana Santa”, comentou, reafirmando que tudo será feito sem utilização dos recursos municipais.
Finanças – Antes de falar do carnaval, o prefeito destacou as dificuldades da gestão para equilibrar as contas municipais. “Estamos reunindo elementos para equacionar as contas públicas, mas este é um processo longo e de absoluto sofrimento, por conta da realidade em que encontramos o município”, frisou.
Durante a coletiva, Jabes pontuou alguns problemas financeiros identificados pelos técnicos da secretaria de Administração, deixados pela gestão anterior. “O município tem uma dívida de R$ 3 milhões em consignação que não foram pagos e cerca de R$ 2,4 milhões com precatórios junto ao Tribunal de Justiça da Bahia. Somente em 2011, foram gastos R$ 36 milhões a mais que o arrecadado; além disso, o orçamento previsto para este ano está muito longe da real arrecadação, e por isso terá que ser revisto”, informou.
O prefeito também disse que existe a possibilidade de que o repasse do Fundo de Participação dos Municípios seja zero até o final deste mês, mas firmou o compromisso de reestruturar a cidade. “Eu vou organizar esse município, tenho um secretariado competente e comprometido para isso”, assegurou, destacando que medidas iniciais já foram tomadas para tanto, a exemplo da redução de 43% dos cargos comissionados, assinatura dos 12 decretos que estabelecem normas para a funcionalidade dos serviços públicos, redução da folha de pagamento que chegava a 72% das receitas líquidas, enquanto a Lei de Responsabilidade Fiscal determina que as despesas com pessoal não ultrapassem 54%.
Secretaria de Comunicação Social (Secom).
Fonte: http://www.ilheus.ba.gov.br

terça-feira, 15 de janeiro de 2013


LIVRO: PONTAL ONTEM & HOJE - MEMÓRIAS
AUTOR: José Rezende Mendonça
CAPÍTULO – III
AS LANCHAS

(Porto das Lanchas – Jorge Amado. 1923 – Acervo Marilson Bittencourt)

Eu acho que poucos bairros de Ilhéus tenham tantas histórias pra contar. O Pontal por não estar totalmente inteirado até 1966 com o centro da cidade e com os demais bairros, aqui era como se fosse outra cidade, até nos chamavam de “índios”. Quando criança, ouvi dizer de uns dois casos de rapazes que moravam do outro lado, terem que retornar a nado, principalmente quando tentavam namorar alguma “menina” do bairro, quando esta “menina” já era cobiçada por um pontalense.


Até 15 de agosto de 1966, o bairro do Pontal interligava-se com o centro da cidade via travessia em embarcações tipos: lanchas, “besouros”, e canoas. E nada tão oportuno começar com uma foto de 1923, tirada no Porto das Lanchas e nada menos com Jorge Amado com 11 anos, ao lado de seus pais, o coronel João Amado de Faria e sua mãe Eulália Leal Amado.

As lanchas maiores acomodavam até oitenta passageiros, já os “besouros” comportavam aproximadamente quatro pessoas e eram mais usados como fretamento, por aqueles que não queriam aguardar os horários estabelecidos de saídas das lanchas e que tinham um poder aquisitivo maior.

As canoas eram utilizadas para o transporte de cargas, travessia de carros e caminhões, ou ainda eram utilizadas como último recurso pelos “atrasadinhos”, que não partiam até as 23 horas, limite de encerramento na travessia por lanchas. Dos donos e ou condutores de “besouros” lembro-me de Mané Paquete, Zé Gato, Arlindo, Ednaldo (Nego Frequete) e de canoas os senhores Joventino, José Domingos (Pernalonga), Antenor, Alcídes e Rodão.

 (Travessia de Lancha. 1962 – Acervo: Marilson)


As lembranças nos levam a citar as lanchas com suas denominações e características: UBAITABA, NÚBIA, BAIANA, IRAPUAN, APORÁ e CRISTALEIRA; movidas à gasolina, excetuando a “Cristaleira”, que era movida a diesel e tinha suas laterais visuais (proteção contra chuva) toda em vidros, daí esta denominação, as demais eram protegidas por lonas. A Ubaitaba era a mais exuberante; a Irapuan a mais luxuosa, seus assentos eram acolchoados; a Baiana foi a única a pegar fogo no dia 25 de maio de 1963, num sábado, por volta das 12h30min, próximo a “boca da barra”, era como chamávamos o local em frente ao Cristo, na entrada da baía do Pontal. Nesse incêndio ficaram dois registros inesquecíveis – a bravura do Delegado de Policia de Ilhéus, o Sr. Oscar Armando de Souza Gallo (Dr. Gallo), que salvou principalmente crianças e mulheres com suas sacolas, colocando-as nas embarcações que vieram ao socorro e só pulando no mar quando seu paletó já estava em chamas, vindo a falecer 45 dias depois, não resistindo às queimaduras. O outro foi a coragem e determinação da jovem Olga Bezerra, de apenas 10 anos, filha de Moacir Bezerra, um caminhoneiro muito conhecido do bairro, que fez a travessia a nado até a praia do Pontal. Todos os demais passageiros foram resgatados por diversas embarcações.

Para colocar uma lancha em movimento era necessário contar com os seguintes profissionais: o proeiro (responsável pela atracação, colocação da “prancha” para embarque e desembarque, e ainda auxiliava os passageiros na subida e descida pela prancha das embarcações); o mestre (responsável pela condução da embarcação) e o motorista/cobrador (responsável pela mecânica do motor e ainda por algum tempo como cobrador das passagens ou recebedor dos bilhetes, quando vendidos nas bilheterias no porto das lanchas).

Profissionais dessa época: Proeiros: Deraldo, Toroco, Manezinho, Zé Biquinha, Chiquinho, Ailton, Luizão, Bananal. Mestres: Didiel, Matias, Antonio Lobisomem, Afrânio, Sabino, Antonio Bebeca, Almiro (Mestre Areia). Motoristas/Cobradores: Berlito, Zequinha Paquete, João, Toninho, Creone, Giru, Zé Gato.

Quando por um defeito mecânico o motor de uma lancha ou besouro deixava de funcionar na Baía do Pontal, curiosamente dizíamos que a lancha ou besouro “deu prego”. Nesse caso, ficávamos a depender do movimento da maré e da habilidade do mestre para que a travessia fosse um sucesso. Muitas vezes os passageiros entravam em pânico, com muitas gritarias, choros e promessas para que tudo se resolvesse. Mas, nunca houve nenhum registro de algum acidente fatal.

As lembranças nos remete ao casal Berlito Sampaio, motorista de uma das lanchas e Meire Bonfim na bilheteria, que depois de um longo período em águas navegadas tornaram-se marido e mulher, estando aí vivos pra contar um pouco desta travessia, às vezes muito perigosa, mas, mesmo assim, ainda nos traz saudades.

Com a inauguração da Ponte (1966), a ligação entre Pontal e o Centro, ficou com as duas opções até 1967. Opções que ao nosso entender deveriam perdurar até hoje. Acreditamos que a cidade ganharia muito com isso, principalmente no aspecto turístico, mas Ilhéus tem dessas coisas, restando nos contentarmos com esta foto de 2007, tendo o mar como lembrança.



Encerramento e entrega de prêmios da campanha de natal do CDL de Ilhéus


A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Ilhéus entregou na tarde de sexta-feira, dia 11, os prêmios aos ganhadores da campanha natalina de 2012. O carro zero quilômetro saiu para Rodrigo Rodrigues, morador do bairro do Iguape, e as motos foram para Tatiana Silva, da Ponta da Tulha, e Patrícia Lins Soares, da avenida Princesa Isabel. Já a terceira moto foi sorteada entre os lojistas que aderiram à campanha. A contemplada foi a “Art & Coco”.  A solenidade aconteceu na praça Cairu, com a presença de diversas autoridades locais, entre elas, o vice-prefeito e secretário de Indústria e Comércio de Ilhéus, Carlos Machado. Na sua opinião, a campanha realizada pela CDL, ao lado de outras entidades e patrocinadores, foi muito positiva. “Mas considero necessário um maior envolvimento dos empresários com a instituição, para a revitalização do comércio local”, afirmou.
Por sua vez, a presidente da CDL, Nadja Argolo, assegurou que “a campanha deste ano foi um sucesso, diante da boa aceitação dos lojistas associados. Foi um trabalho arrojado e coroado de êxito. Vale lembrar que o consumidor ilheense foi sempre receptivo com as nossas campanhas. Contemplamos ainda 100 consumidores com prêmios variados”, acrescentou.
Secretaria de Comunicação Social de Ilhéus (Secom).
 Fonte: http://www.ilheus.ba.gov.br

sábado, 12 de janeiro de 2013

O ator Fábio Lago visita Ilhéus, sua terra natal.

No último dia 11, o Vídeo Show,  pragrama da Rede Glogo de Televisão, exibiu na telinha o ator Fábio Lago, ilheense, em uma visita a sua cidade natal. Fábio mostrou o primeiro lugar onde vai quando chega a Ilhéus, a casa de "manhinha". Aprensentou sua mãe, D. Darcy, mulher vitoriosa na criação de seus filhos, com muita dignidade, seu irmão, o Dj. Rogério Lago e seu outro irmão Marcelo Lago. Fábio falou também da sua infância e adolescência, apresentando o colégio onde estudou, o IME. Lembrou também do início da sua carreira e apresentou a beleza das nossas praias.
 ASSISTA O VÍDEO

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

OS CORONÉIS DO CACAU E A ESTRADA DE FERRO





OS CORONÉIS 

Época: 1911 

Pátio de estação de estrada de ferro. Inaugura-se a linha férrea que estabelece o tráfego entre Ilhéus e Itabuna. Pequena multidão em trajes domingueiros. A solenidade, que antecede a viagem inaugural, é presidida pelo Coronel Antônio Pessoa que representa o Governo do Estado da Bahia. A seu lado, além de Bento Berilo de Oliveira (construtor da ferrovia) e de inúmeras autoridades municipais, estão os Coronéis Domingos Fernandes da Silva, Misael Tavares, Henrique Alves Ramiro Castro e Henrique Cardoso. uma solenidade festiva e, logo após o pipoca, de foguetes, sincronizado com apitos da locomotiva, ouve-se a palavra do Coronel Antônio Pessoa. 


CORONEL  ANTÔNIO PESSOA 
(Discursando.) Este é um dia histórico para Ilhéus. Nós, que aceitamos com orgulho o título de coronéis do cacau, mostramos agora mais um dos resultados do nosso trabalho como responsáveis pela administração do Município. E, com a ajuda do povo, depois que erguemos o prédio da Câmara, os nossos esforços como que aumentam dia a dia. E, se fosse pedido um exemplo, não existiria outro melhor que a inauguração mesma desta estrada de ferro. Declaro inaugurada, pois, a estrada de ferro de Ilhéus. 

Palmas e aclamações entusiásticas. Os coronéis, após cumprimentarem efusivamente Bento Berilo, formam um pequeno grupo. Á conversa, como acontece entre velhos amigos, se torna informal. E quando Ramiro Castro se dirige a Bento Berilo.
CORONEL RAMIRO CASTRO

(Voz alta.) Que trabalhão, senhor Bento Berilo. Seis anos sem descanso. Mas, que valeu a pena, valeu. (Pausa.) Quando partiremos, no trem, para Itabuna? 

BENTO BERILO

Agora mesmo, dentro de dez minutos. E agora, temos realmente o progresso. 
CORONEL HENRIQUE CARDOSO 
(Intervindo.) O progresso?
com a ferrovia,

CORONEL ANTÔNIO PESSOA 
O progresso como que escolheu este ano de 1911 para se encontrar com Ilhéus. Que o diga o nosso Misael Tavares, tão partidário da estrada de ferro quanto do porto.
CORONEL MISAEL TAVARES
(Voltando-se para Antônio Pessoa.) E também da luz elétrica. (Pausa) A luz a gás é coisa do passado.
CORONEL ANTÔNIO PESSOA
(Alto, como a chamar a atenção de todos.) Este ano mesmo, 1911, viu o Município assinar o contrato para a instalação da luz elétrica em Ilhéus. Em breve, assim como hoje inauguramos a estrada de ferro, também inauguraremos a luz elétrica.
E o porto?
CORONEL DOMINGOS FERREIRA DA SILVA
BENTO BERILO
(Voz alta.) A esta pergunta respondo eu. A Intendência Municipal firmou comigo o contrato de construção do porto. Isso foi em abril e, portanto, há menos de quatro meses. (Pausa.) Tudo o que posso dizer é que, na próxima semana, serão iniciadas as obras do primeiro trecho do cais.
CORONEL ANTÔNIO PESSOA

(Retomando a palavra.) A estrada de ferro, a luz elétrica e o 
porto. E tudo em 1911
CORONEL RAMIRO CASTRO

(Intervindo, a voz alta.) É para que se veja que nós, os coeonéis, não sabemos apenas cabrucar as matas e plantar cacau. E, se criamos tantas vilas que logo serão cidades, de nossa cidade de ilhéus já fizemos uma capital. (Pausa.) Quase dizia a capital de uma civilização, a civilização do cacau. 


Ouve-se, no instante, um apito do trem e, desta vez, muito prolongado. Bento Berilo consulta o relógio e, a segurar o  braço do Coronel Antônio Pessoa, convida a todos. 


BENTO BERILO 
(Voz muito alta, gritante.) Vamos, senhores, que a viagem 
vai começar. E Itabuna já nos espera. 


Os coronéis se encaminham para a estação como conduzidos por Bento Berilo. A pequena multidão se vai desfazendo aos poucos. 

Texto do Livro: Autos dos Ilhéus de Adonias Filho.
Pesquisa: José Rezende Mendonça

O que é o PETI



Muitas pessoas querem saber a respeito do Programa do Governo Federal que retira crianças do trabalho infantil e recoloca na escola, então veja ai o que significa o PETI e como ele é trabalhado.

O que é?

O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) é um programa de transferência de renda do Governo Federal que busca eliminar o trabalho infantil, em parceria com os diversos setores dos governos estaduais e municipais e da sociedade civil. O objetivo principal do programa é manter as crianças e os adolescentes na escola, por meio da complementação da renda familiar.
Hoje o PETI atende crianças e adolescente de 06 a 15, oriunda da vulnerabilidade social e vitima de violência.

Condicionalidade para permanecer no PETI.

Obs.: Aqui em Ilhéus o PETI atende cerca de 1600 crianças e está PETI está aqui desde 2002.

  • Matricular seus filhos na escola e fazê-los frequentar a jornada ampliada;
  • Ter frequência mínima das crianças e adolescentes na escola e na jornada ampliada equivalente a 85% no período total;
  • Afastar definitivamente as crianças e adolescentes menores de 16 anos de trabalho; 
  • Participar das ações socioeducativas e dos projetos de geração de trabalho e renda que visem garantir sua proteção e inclusão social.
O beneficio é pago via Bolsa Família.

Objetivo do PETI.

O objetivo principal do programa é manter as crianças e os adolescentes na escola, por meio da complementação da renda familiar.

A quem se destina?

As famílias que retiram os seus filhos de 07 a 15 anos do trabalho infantil e se compromete a colocá-los na escola.

Como funciona?

Funciona no contra turno da escola regular, quem estuda pela manhã frequenta a tarde e quem estuda a tarde frequenta pela manhã. Lá a criança e adolescente recebem apoio Pedagógico, Psicopedagógico formação cidadã. Aqui em Ilhéus ele funciona na zona rural e urbana.

Benefícios gerados:

Apoia e orienta as famílias beneficiadas que participam de ações socioeducativas.
Fomenta e incentiva a ampliação do universo de conhecimentos da criança e do adolescente, por intermédio de atividades culturais, desportivas e de lazer no período complementar ao do ensino regular Jornada Ampliada.
Estimula a mudança de hábitos e atitudes, buscando a melhoria da qualidade de vida das famílias, numa estreita relação com a escola e a comunidade.
Estabelece parcerias com agentes públicos que garantam ações de diversos setores, principalmente no que diz respeito à oferta de programas e projetos de geração de trabalho e renda, com formação e qualificação profissional de adultos, assessoria técnica e crédito popular.
As famílias com crianças em situação de trabalho infantil beneficiárias do programa Bolsa Família terão as crianças ou adolescentes nessa situação inseridas nas atividades socioeducativas e de convivência proporcionadas pelo PETI.

Joselito Alves Martins.
Pedagogo formado pela UESC.