quarta-feira, 11 de julho de 2012


APLB ignora ordem do TJ e mantém greve

Mesmo com o movimento perdendo força no interior, os professores da rede estadual decidiram, em assembleia na manhã desta terça-feira, pela manutenção da greve. O sindicato diz que a greve continua até sexta-feira.
A Secretaria Estadual da Educação (SEC) lamenta...
a decisão da assembleia dos professores, realizada nesta terça-feira (10), de manter a greve que deixa parte dos estudantes da rede pública sem aula.
Na segunda, o governador Jaques Wagner solicitou ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça da Bahia uma intermediação junto à APLB Sindicato para finalizar o movimento grevista dos professores da rede estadual.
O secretário da Educação, Osvaldo Barreto, afirmou que a proposta apresentada pelo Estado no dia 4 de junho, concedendo uma melhoria da remuneração via progressão funcional, continua válida e teve origem na própria APLB.
A proposta estabelece um reajuste de 7% em novembro e mais 7% em abril de 2013, alcançando um total de 14%, que, somado com o reajuste (6,5%) concedido em janeiro deste ano, chega a 20,5%.
“Nossa proposta é baseada na capacidade financeira do Estado, respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal, que não conta com recursos em seu orçamento para contemplar todo o percentual da promoção reivindicada".
A paralisação dos professores está concentrada em Salvador e Feira de Santana. Das 328 escolas paralisadas, 244 ficam nestes municípios. A rede estadual conta com 1.411 escolas. Destas, 1.080 estão funcionando.
Os professores estão em greve há mais de 90 dias e querem reajuste de 22,22% sem progressão de carreira. O governo já concedeu esse percentual para os profissionais que recebem o piso nacional.
O Tribunal de Justiça da Bahia decretou a greve dos professores ilegal e ordenou a volta às aulas, mas tem sido ignorado pelo sindicato.


Fonte: http://www2.uol.com.br/aregiao

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